"O perdão é uma estrada de mão dupla. Sempre que perdoamos alguém, estamos também perdoando a nós m

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segunda-feira, 16 de maio de 2011

E UM DIA VOCÊ APRENDE QUE...

E UM DIA VOCÊ APRENDE QUE...
Veronica A. Shoffstall


Depois de algum tempo você aprende a sutil diferença
entre segurar uma mão e acorrentar uma alma,

E você aprende que amar não significa apoiar-se
e companhia não quer sempre dizer segurança,

E você começa a aprender que beijos não são contratos
e presentes não são promessas.

E você começa a aceitar suas derrotas
com sua cabeça erguida e seus olhos adiante,
com a graça de adulto,  não a tristeza de uma criança,

E você aprende a construir todas as estradas hoje
porque o terreno de amanhã é demasiado incerto para planos,
e  futuro tem costume de cair em meio do vôo.
E depois de um tempo você aprende
que até mesmo a luz do sol queima se você ficar exposto por muito tempo.
Então você planta seu próprio jardim e enfeita sua própria alma,
ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que você realmente pode resistir...
que você realmente é forte e que você realmente tem valor
E você aprende e aprende...
com cada adeus, você aprende.

O TEXTO ORIGINAL, EM INGLÊS

After A While 
Author: Veronica A. Shoffstall (1971)
After a while, you learn the subtle difference 
Between holding a hand and chaining a soul, 
And you learn that love doesn't mean leaning 
And company doesn't mean security, 
And you begin to learn that kisses aren't contracts 
And presents aren’t promises. 
And you begin to accept your defeats 
With your head up and your eyes open, 
With the grace of an adult, not the grief of a child, 
And learn to build all your roads on today 
Because tomorrow's ground is too uncertain for plans, 
And futures have a way of falling down in mid-flight. 
And after a while, you learn 
That even sunshine burns if you get too much. 
So you plant your own garden and decorate your own soul,
Instead of waiting for someone to bring you flowers. 
And you learn that you really can endure . . . 
That you really are strong And you really do have worth 
And you learn and learn . . . 
With every goodbye, you learn. 
..
Veronica A. Shoffstall


Depois de algum tempo você aprende a sutil diferença
entre segurar uma mão e acorrentar uma alma,

E você aprende que amar não significa apoiar-se
e companhia não quer sempre dizer segurança,

E você começa a aprender que beijos não são contratos
e presentes não são promessas.

E você começa a aceitar suas derrotas
com sua cabeça erguida e seus olhos adiante,
com a graça de adulto,  não a tristeza de uma criança,

E você aprende a construir todas as estradas hoje
porque o terreno de amanhã é demasiado incerto para planos,
e  futuro tem costume de cair em meio do vôo.
E depois de um tempo você aprende
que até mesmo a luz do sol queima se você ficar exposto por muito tempo.
Então você planta seu próprio jardim e enfeita sua própria alma,
ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que você realmente pode resistir...
que você realmente é forte e que você realmente tem valor
E você aprende e aprende...
com cada adeus, você aprende.

O TEXTO ORIGINAL, EM INGLÊS

After A While 
Author: Veronica A. Shoffstall (1971)
After a while, you learn the subtle difference 
Between holding a hand and chaining a soul, 
And you learn that love doesn't mean leaning 
And company doesn't mean security, 
And you begin to learn that kisses aren't contracts 
And presents aren’t promises. 
And you begin to accept your defeats 
With your head up and your eyes open, 
With the grace of an adult, not the grief of a child, 
And learn to build all your roads on today 
Because tomorrow's ground is too uncertain for plans, 
And futures have a way of falling down in mid-flight. 
And after a while, you learn 
That even sunshine burns if you get too much. 
So you plant your own garden and decorate your own soul,
Instead of waiting for someone to bring you flowers. 
And you learn that you really can endure . . . 
That you really are strong And you really do have worth 
And you learn and learn . . . 
With every goodbye, you learn. 

CONSTRUA COM SABEDORIA

CONSTRUA COM SABEDORIA
Pr Valtair Freitas

Um velho carpinteiro estava pronto para se aposentar.
Ele informou ao chefe seu desejo de sair da indústria de construção e passar mais tempo com sua família.
Ele ainda disse que sentiria falta do salário, mas realmente queria se aposentar.

A empresa não seria muito afetada pela saída do carpinteiro, mas o chefe estava triste em ver um bom funcionário partindo e ele pediu ao carpinteiro para trabalhar em mais um projeto como um favor.

O carpinteiro concordou, mas era fácil ver que ele não estava entusiasmado com a idéia.
Ele prosseguiu fazendo um trabalho de segunda qualidade e usando materiais inadequados.

Foi uma maneira negativa dele terminar sua carreira.
Quando o carpinteiro acabou, o chefe veio fazer a inspeção da casa.
E depois ele deu a chave da casa para o carpinteiro e disse:
"Essa é sua casa. Ela é o meu presente para você".

O carpinteiro ficou muito surpreso. Que pena!
Se ele soubesse que ele estava construindo sua própria casa, ele teria feito tudo diferente.

O mesmo acontece conosco. Nós construímos nossa vida, um dia de cada vez e muitas vezes fazendo
menos que o melhor possível na construção.
Depois com surpresa nós descobrimos que nós precisamos viver na casa que nós construímos.

Se nós pudéssemos fazer tudo de novo, faríamos tudo diferente.
Mas não podemos voltar atrás.

Você é o carpinteiro.
Todo dia você martela pregos, ajusta tábuas e constrói paredes.
Alguém disse que "A vida é um projeto que você mesmo constrói".
Suas atitudes e escolhas de hoje estão construindo a "casa" que você vai morar amanhã.

Construa com Sabedoria!

*    *    *    *    *    *
Do livro: "Nos Laços do Calvário"

ATIRE A PRIMEIRA FLOR

ATIRE A PRIMEIRA FLOR

Glácia Daibert
 

Quando tudo parecer caminhar errado, seja você a tentar o primeiro passo certo;
 Se tudo parecer escuro, se nada puder ser visto, acenda você a primeira luz,
traga para a treva, você primeiro, a pequena lâmpada;
Quando todos estiverem chorando,  tente você o primeiro sorriso;
talvez não na forma de lábios sorridentes, mas na de um coração que
compreenda, de braços que confortem;

Se a vida inteira for um imenso não, não pare você na busca do primeiro
sim, ao qual tudo de positivo deverá seguir-se;
Quando ninguém souber coisa alguma, e você  souber um pouquinho,
seja o primeiro a ensinar,  começando por aprender você mesmo,
corrigindo-se a si mesmo;
 Quando alguém estiver angustiado à procura, consulte  bem o que se passa,
talvez seja em busca de você mesmo que este seu irmão esteja;
Daí, portanto, o seu deve ser o primeiro  a aparecer,  o primeiro a mostrar-se,
primeiro que pode ser o único e,  mais sério ainda, talvez o último;
Quando a terra estiver seca,  que sua mão seja a primeira a regá-la;
quando a flor se sufocar na urze e no espinho,
que sua mão seja  a primeira a separar o joio, a arrancar a praga,
a afagar a pétala, a acariciar a flor;
Se a porta estiver fechada, de você venha a primeira chave;
Se o vento sopra frio, que o calor de sua lareira seja a  primeira proteção
e primeiro abrigo.
Se o pão for apenas massa e  não estiver cozido,
seja você o primeiro forno para transformá-lo em alimento.
Não atire a primeira pedra em quem erra.
De acusadores o mundo está cheio; nem, por outro lado, aplauda o erro;
dentro em pouco, a ovação será ensurdecedora;
 Ofereça sua mão primeiro para levantar quem caiu; 
sua atenção primeiro para  aquele que foi esquecido;
 Seja você o primeiro para aquele que não tem ninguém;
 Quando tudo for espinho, atire a primeira flor;
seja o primeiro a mostrar que há  caminho de volta,
 compreendendo que o perdão regenera,
que a  compreensão edifica,  que o auxílio possibilita,
 que o entendimento reconstrói.
 Atire você, quando tudo for pedra,
a primeira e decisiva flor.
 
 

ANTES QUE ELES CRESÇAM

ANTES QUE ELES CRESÇAM

Affonso Romano de Sant'Anna

    Há um período em que os pais vão ficando órfãos de seus próprios filhos.
    É que as crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados.
    Crescem sem pedir licença à vida.
    Crescem com uma estridência alegre e, às vezes com alardeada arrogância.
    Mas não crescem todos os dias, de igual maneira, crescem de repente.
    Um dia sentam-se perto de você no terraço e dizem uma frase com tal maneira que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.
    Onde é que andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu?
    Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços e o primeiro uniforme do maternal?
    A criança está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça...
    Ali estão muitos pais ao volante, esperando que eles saiam esfuziantes e cabelos longos, soltos.
    Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão nossos filhos com uniforme de sua geração.
    Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias, e da ditadura das horas.
    E eles crescem meio amestrados, observando e aprendendo com nossos acertos e erros.
    Principalmente com os erros que esperamos que não se repitam.
    Há um período em que os pais vão ficando um pouco órfãos dos filhos.
    Não mais os pegaremos nas portas das discotecas e das festas.
    Passou o tempo do ballet, do inglês, da natação e do judô.
    Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer para ouvirmos sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, posters, agendas coloridas e discos ensurdecedores.
    Não os levamos suficientemente ao Playcenter, ao shopping, não lhes demos suficientes hamburgueres e refrigerantes, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas que gostaríamos de ter comprado.
    Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afeto.
    No princípio iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhos.
    Sim havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de chicletes e cantorias sem fim.
    Depois chegou o tempo em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma e os primeiros namorados.
    Os pais ficaram exilados dos filhos. Tinham a solidão que sempre desejaram, mas, de repente, morriam de saudades daquelas "pestes".
    Chega o momento em que só nos resta ficar de longe torcendo e rezando muito para que eles acertem nas escolhas em busca da felicidade.
    E que a conquistem do modo mais completo possível.
    O jeito é esperar: qualquer hora podem nos dar netos.
    O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco.
    Por isso os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável carinho.
    Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.
    Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam.
     

CRIS GOUVEIA

CRIS GOUVEIA sonho de um palhaço

sexta-feira, 6 de maio de 2011

PRONATEC-------MAIS UMA DO GOVERNO

Segundo Haddad, o Pronatec funcionará em articulação com o FIES – Financiamento Estudantil. Desta forma os cursos técnicos de qualificação profissional terão financiamento do Fies para cursos para alunos do ensino médio, requalificação de trabalhadores e expansão da rede de ensino técnico federal. 
Empresários poderão contratar o Fies para capacitação de funcionários. Lideranças do governo também buscam fortalecimento dos Centros Vocacionais Tecnológicos (CVT) através do Pronatec. Para isso o Ministério da Ciência e Tecnologia busca fazer modificações no projeto de lei que cria o Fundo de Extensão da Educação Profissional (Feep) incluindo-o como fonte de recursos do Pronatec.
Neste artigo detalharemos a proposta das modalidades de cursos técnicos oferecidos pelo Pronatec. O Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica (Pronatec) foi um dos primeiros anúncios da Presidenta Dilma Roussef para a educação em seu governo. O Pronatec 2011 terá vinculação ao Fundo de Financiamento do Ensino Superior (FIES) e participação das entidades do Sistema S (SESI, SESC, SENAI, SENAC).
O MEC - Ministério da Educação é o órgão responsável pela coordenação e articulação do Pronatec. Caberá ao MEC definir os cursos e os eixos temáticos dos cursos que serão oferecidos pelo PRONATEC. A princípio, de acordo com a modalidade de cursos técnicos oferecidos pelo SESI, SESC, SENAI, SENAC e SENAT já é possível definir quais serão os cursos do Pronatec.

Cursos Técnicos Pronatec

Como já mencionado, em princípio o Pronatec utilizará a rede do Sistema S e a Rede Federal de Ensino Técnico através dos Institutos Federais de Educação. Está prevista a ampliação da rede federal através da criação de novos institutos, construção de novos centros e reforma dos prédios atuais. Tal esforço, sem dúvidas, exigirá também a contratação de novos profissionais que atuarão como professores. Como até mesmo para o mercado já há falta de mão de obra qualificada, para o ensino não será diferente, motivo pelo qual o Pronatec terá que literalmente formar seus próprios professores.
Já as entidades participantes têm estrutura e pessoal consolidado e poderá atender à demanda inicial do Pronatec 2011. Por exemplo o SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Indústria oferece diversas modalidades de cursos de formação técnica em diversas áreas de atuação que dividem-se em: Alimentos e Bebidas, Automação, Automotiva, Celulose e papel, Construção, Couro e calçados, Eletroeletrônica, Energia, Gemologia, Gestão, Gráfica e editorial, Logística, Madeira e mobiliário, Meio ambiente, Metalmecânica, Metrologia, Mineração, Minerais não metálicos, Petróleo e gás, Polímeros, Química, Refrigeração e climatização, Segurança no trabalho, Tecnologia da informação, Telecomunicações, Têxtil e vestuário e Transportes.

NOVAS DIRETRIZES PARA O ENSINO MEDIO

Novas diretrizes curriculares são um avanço, afirma Haddad

Quinta-feira, 05 de maio de 2011 - 16:33
O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira, 5, que as diretrizes curriculares do ensino médio aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) esta semana avançam em relação ao que existe hoje. “Ainda não fiz uma análise detalhada, mas gostei do texto”, afirmou.

De acordo com Haddad, o documento, aprovado por unanimidade pelo conselho, se apropria muito do trabalho prático relativo ao ensino médio promovido pelo MEC nos últimos anos. O ministro fez observações sobre as diretrizes após participar do 13º Fórum da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), que acontece em Brasília.

Entre as realizações do ministério que contribuíram para aprimorar as diretrizes, ele citou a experiência com o ensino médio inovador, as mudanças no ensino médio profissional, que culminaram com o lançamento do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico (Pronatec), o acordo com o Sistema S, o aprimoramento e a ampliação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “O CNE atualizou as diretrizes se valendo de programas do MEC, tornando-os política de Estado e não só de governo.”

A possibilidade de mudanças no ensino médio noturno previstas nas diretrizes também agradaram Haddad. A organização por semestres ou por ciclos constitui alternativa de organização da oferta que busca responder as expectativas da juventude. Para o ministro, um dos desafios é justamente tornar atrativo o ensino noturno, que tem 39% das matrículas do ensino médio.

A Evolução da Educação:

A Evolução da Educação:

Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia...
Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas...


Leiam o relato de uma Professora de Matemática:
 
Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la.

Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender.
Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:


1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.

O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda.
Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.

O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.

O custo de produção é R$ 80,00.
Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.

O custo de produção é R$ 80,00.
Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
(  )R$ 20,00 (  )R$ 40,00 (  )R$ 60,00 (  )R$ 80,00 (  )R$ 100,00


5. Ensino de matemática em 2000:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. 

O custo de produção é R$ 80,00.
O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
(  )SIM (  ) NÃO


6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.

O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
(  )R$ 20,00 (  )R$ 40,00 (  )R$ 60,00 (  )R$ 80,00 (  )R$ 100,00


7. Em 2010 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.

O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
(Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder).
(  )R$ 20,00 (  )R$ 40,00 (  )R$ 60,00 (  )R$ 80,00 (  )R$ 100,00


 

E se um moleque resolver pichar a sala de aula e a professora fizer com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Educação

Ler significa ser questionado pelo mundo e por si mesmo, significa que certas respostas podem ser encontradas na escrita, significa poder ter acesso a essa escrita, significa construir uma resposta que integra parte das novas informações ao que já se é. (foucambert, 1994)

Durante muito tempo os educadores do nosso país não sabiam a real função da leitura, e, talvez ainda não saibam. Com isso, tentavam incutir nos seus alunos que o ato de ler é uma obrigação, necessária para a aprendizagem e para o crescimento profissional, cometendo assim um grave erro que irá marcar toda a história futura desse aluno no seu contato com o livro. É indiscutível que a leitura é um instrumento fundamental para a aprendizagem, no entanto, não podemos, nem devemos restringi-lo a sala de aula. A leitura é um ato social que irá determinar a evolução do cidadão, transformando-o num agente construtor no âmbito da sua individualidade, bem como, da coletividade.

Uma das principais ferramentas, embora não a única, para tentar desenvolver no aluno o prazer de ler, é o livro didático. Nota-se o quanto o professor tem que ter a sensibilidade de perceber que existem outros meios para desenvolver no aluno essa aptidão: gostar de ler. Equiparando-se a uma construção, a maturidade da leitura é construída em uma base sólida, gradativa, mas que o principal pedreiro é o próprio leitor; o que o educador deve fazer é fornecer o material indispensável para a sua edificação, ou seja, mediar o contato entre seus pupilos e o mundo mágico da literatura.

Apesar da sensível melhora na capacidade de leitura, ainda encontramos um grande número de analfabetos funcionais, que detém somente a capacidade de decodificar grafemas, não possuindo a capacidade interpretativa de um texto, de uma imagem, daquilo que o cerca, não percebendo o que está ao seu redor, sendo manipulado com uma certa facilidade por parte da minoria capitalista, a qual tenta silenciosamente perpetuar o modo de educar autoritário, tradicional e ditador.

O principal objetivo da escola deveria ser “formar sujeitos sociais leitores da realidade em que se inserem e capazes de usar a escrita como instrumento indispensável à sua participação na construção do mundo histórico e cultural”(FREIRE, 1982). Infelizmente, ainda não se evidencia essa preocupação por parte de um número considerável dos professores do nosso país. Essa falha por parte do educador ocasionará traumas no educando, afastando-o cada vez mais do seu contato com o livro.

A partir do momento que o educador se conscientiza de seu real papel, mediador, em sala de aula, será possível traçar uma estratégia mais eficaz para sanar algumas deficiências da educação do Brasil.

Para desenvolver o gosto da leitura no educando será necessário partir de suas experiências enquanto leitor, efetuando uma espécie de diagnose do horizonte literário do aluno, munindo-o com obras ou textos de sua preferência. Destarte, o professor poderá traçar objetivos a serem alcançados, através da inserção de novas leituras que tenham pontos de convergências com o arcabouço literário desse estudante.

Ao perceber a ligação que existe entre os diversos tipos de textos e os assuntos debatidos em sala de aula o aluno adquirirá uma maturidade de leitura, assim, será capaz de interceder no mundo como um cidadão participativo nas decisões da sociedade em que está inserido. Será através da maturidade de leitura adquirida pelo aluno que ele intercederá no mundo com cidadão atuante nas decisões da sociedade em que está inserido. Além de perceber a ligação que existe entre os diversos assuntos debatidos em sala de aula, intertextualidade.

A leitura é uma ferramenta fundamental para que o docente alcance os seus objetivos na sua prática: o de fazer com o que o aluno domine sua língua materna. Como diz Sírio Possenti “o objetivo da escola é ensinar o português padrão, ou talvez mais exatamente, o de criar condições para que ele seja aprendido”(1996, p. 17). No entanto, um dos obstáculos para essa aprendizagem é a discussão gerada em torno da linguagem culta de nossa língua. Para muitos, seu domínio é fundamental na vida de cada discente, para outros tantos, sua utilização é supervalorizada.

Diante do exposto, podemos citar a preocupação de estudiosos como Travaglia, que aponta como principal vilão do repúdio ao ensino da língua padrão, o ensino Prescritivo, que subjuga o universo lingüístico do aluno, sobrepondo seus conhecimentos empíricos da língua. Com isso, criam-se preconceitos e problemas, por vezes irreparáveis, em torno da autonomia dos indivíduos. Para o pesquisador, além do ensino prescritivo, que está estreitamente ligado a gramática normativa, existem dois outros tipos o descritivo e produtivo.

Travaglia aponta com um dos fatores propagadores da rejeição ao ensino de gramática, a dificuldade que os professores têm em perceberem a diferenciação entre o ensino prescritivo e o descritivo. Este, “objetiva mostrar como a linguagem funciona e como determinada língua em particular funciona”(2002, p. 39), suas variações, dialetos, individualidades de grupos de falantes etc. Aquele, dita regras de uso da língua, determinando o que pode e o que não pode ser dito, e, quando alguém foge a suas normas, o seu ato é tachado de desvio, erro. Os professores não percebem que o ensino de gramática deve estar estreitamente ligado ao ensino descritivo, e que a gramática prescritiva só traz regras, muitas vezes “injustas”, de seu uso. Só através dessa percepção, o docente poderá traçar um planejamento, visando mostrar aos seus discentes como sua língua funciona, e, que muitos falares, que são discriminados, são variações normais, perfeitamente possível de ocorrer em cada grupo de falantes.

Como nos diz Travaglia, o ensino da língua padrão deve perpassar pelo ensino prescritivo, visando levar ao conhecimento do aluno, a sua utilidade, bem como pelo o ensino descritivo, fazendo com que o aluno perceba como realmente funciona sua língua, até se chegar ao ensino produtivo, que para o autor seria o essencial, pois, faria com que o aluno adquirisse novas possibilidades no domínio de sua língua, conhecendo seu funcionamento, alicerçado por seu universo lingüístico prévio, que é preponderantemente oral.

O que vemos atualmente, apesar de uma sensível melhora na educação em nosso país, é a supervalorização do domínio da norma culta, consequentemente do ensino de gramática, sob a alegação de que a base de qualquer concurso, vestibular está no domínio das regras de nossa língua. Toda essa elevada valorização faz com que sejam esquecidos outros conhecimentos relevantes na aprendizagem, como a leitura, literatura e a retórica, ou seja, a linguagem, tão importantes quanto a gramática, pois irá possibilita um crescimento uniforme nos diversos setores do conhecimento, essenciais a autonomia lingüística individual.

Para que um aluno tenha conhecimento da funcionalidade da sua língua nativa, não é necessário o seu domínio integral, pois à medida que ele se utilize de seu idioma, está construindo empiricamente, por vezes inconscientemente, um sistema de regras próprias de uso, que irá auxilia-lo em sua vida enquanto ser comunicativo.

O sistema de ensino atual, embora tenha havido uma sensível melhora, faz com que a descriminação no uso da língua impostas aos alunos, através da utilização de seus dialetos, sejam descriminadas, colocando os “desvios” da norma padrão como “erros”, que abrirão chagas invisíveis no decorrer da vida desse aluno. A conseqüência maior desse processo de aprendizagem será o repúdio a matéria de língua portuguesa, levando aos discentes a enxergarem essa matéria como um monstro, consequentemente os docentes sofreram também esse repúdio pois são eles que trazem essa “aberração até eles”.

Deve haver uma verdadeira reforma pedagógica, no sentido de proporcionar uma revolução, que vise promover a valorização lingüística, utilizando para isso a educação. Afinal, ela é o mecanismo propulsor para nosso desenvolvimento intelectual. Tendo em vista que todos nós somos indivíduos potencialmente capazes de desenvolver nossa comunicação, pois vivemos em uma comunidade lingüística, que por intermédio da interação favorece esse desenvolvimento.

O que aconteceria com essa mudança? Acabaríamos com alguns mitos, como: A língua que é falada em nosso país é única, que há uma forma certa e outra errada de falar, que há somente uma linguagem correta - a norma culta. Por meio da educação lingüista é possível destruir todas essas falsas ideologias, que foram difundidas ao longo da história da educação.

A valorização da diversidade lingüística fará com que percebamos que existem variantes lingüísticas em nosso país, e que elas não são um erro, pois não impedem nossa comunicação, e não se deram por um mero acaso. Se houvesse um reconhecimento dessas diferenças, poder-se-ia perceber fatos histórico-sociais que foram fundamentais para a formação das variedades lingüísticas. Quem mora no sul do país, possui uma forma particular de se comunicar, diferente de quem vive no nordeste. Não há um modelo a ser seguido, as pessoas não são iguais, tampouco são obrigadas a falarem da mesma maneira, afinal cada um tem suas particularidades, possuem elementos que os fazem falar dessa forma, não podendo ser julgado pela maneira como fala, isso pouco interfere no ato de comunicar-se. O importante é que, quando da aquisição da aprendizagem da língua materna, esse processo se tornaria uma coisa mais prazerosa, fugindo do destino fatal de serem obrigados praticamente a aprenderem duas línguas: a falada e a escrita. No entanto, não é tarefa fácil valorizar a Lingüística numa sociedade capitalista, que visa por intermédio da educação formar técnicos que exerçam uma determinada função, quase que mecanicamente.

REFERÊNCIAS:

LAJOLO, M. O texto não é pretexto. Em: ZILBERMAN, R. (org.). Leitura em crise na escola: as alternativas do professor. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1985, pp. 51-62.
SILVA, S. B. B. da; BRITO, S. M. P. R. O jogo intertextual entre livro didático e outros textos: perspectivas interdisciplinares. Disponível em: < http://www.letramento.iel.unicamp.br/publicacoes/public_silvaebrito/silvaebrito.html> Acessado em: 21 de março/2007.
PERINI, M. A. . A Leitura Funcional e A Dupla Funcao do Texto Didatico. IN: Leitura: perspectivas interdisciplinares. ZILBERMAN, Regina; SILVA, Ezequiel Theodoro da (Org.). São Paulo: Ática, 1995.
BRASIL. MEC/SEF. Parâmetros Curriculares Nacionais – Língua Portuguesa 5ª à 8ª série. - Brasília: MEC/SEF, 1998.

Fonte: http://www.webartigos.com/articles/2699/1/Uma-Visao-Critica-Sobre-A-Educacao-No-Brasil/pagina1.html#ixzz1LOk5zhYH